O Comitê Brasileiro de Clubes (CBC), sob a liderança de seu Presidente, Paulo Maciel, intensificou sua atuação institucional em Brasília para impedir que o fortalecimento da segurança pública seja financiado pela redução dos recursos destinados à formação e ao desenvolvimento de atletas. O CBC vem dialogando com parlamentares e lideranças esportivas para demonstrar os graves impactos que a alteração poderá produzir sobre os Clubes e sobre toda a cadeia de formação esportiva nacional.

O texto da PEC da Segurança Pública aprovado pela Câmara dos Deputados reduz de 12% para 8,4% o conjunto das destinações sociais provenientes das apostas de quota fixa, redirecionando 4,5% para fundos de segurança pública. A alteração representa uma redução de 30% nessa parcela e, segundo estimativas do setor, poderá retirar aproximadamente R$ 500 milhões por ano das entidades responsáveis pelo financiamento do esporte brasileiro.

“Não se trata de escolher entre esporte e segurança pública. O País precisa das duas políticas. O que não se pode admitir é que o fortalecimento de uma área ocorra com a retirada de recursos que sustentam a formação esportiva e o trabalho diário dos Clubes. São eles que formam a base do esporte nacional e desenvolvem os atletas que representam o Brasil”, afirma Paulo Maciel.

A mobilização está sendo reforçada pela atuação de Lars Grael, Magic Paula, André Heller, Maurren Maggi, e Emanuel Rego, todos Embaixadores do CBC, cujas trajetórias e representatividade ampliam a voz dos Clubes neste debate. Também participam Presidentes de Clubes formadores de atletas olímpicos, responsáveis pelo trabalho permanente de identificação, preparação e desenvolvimento dos talentos do esporte brasileiro.

A atuação do CBC conta ainda com o apoio jurídico de Luís Felipe Cavalcanti, Gerente Jurídico do CBC e Secretário-Geral do CNCE, além da participação de Arialdo Boscolo, Presidente da Confederação Nacional dos Clubes (FENACLUBES), entidade sindical de grau superior representante da categoria econômica dos Clubes de prática esportiva formal e não formal.

A presença conjunta dessas lideranças demonstra a força do movimento clubístico e a importância estratégica dos Clubes para o esporte nacional. Preservar esses recursos significa assegurar continuidade aos programas de formação, às equipes técnicas, à participação em competições e à preparação dos atletas que levam o nome do Brasil ao cenário internacional.

LUTO NO ESPORTE — FORMAR ATLETAS TAMBÉM É PROTEGER O BRASIL. 

As seis entidades — COB, CPB, CBC, CBCP, CBDE e CBDU — permanecem mobilizadas e atuando conjuntamente pela preservação dos recursos destinados ao esporte brasileiro.